Todo mundo descobre a importância do backup no mesmo dia: naquele em que o arquivo some. Dá para resolver isso em uma tarde e nunca mais pensar no assunto.
A regra 3-2-1
É o padrão usado por quem trabalha com isso há décadas:
- 3 cópias dos dados, contando o original.
- 2 mídias diferentes: o computador e um HD externo, por exemplo.
- 1 cópia fora do local: na nuvem ou num disco guardado em outro endereço.
A cópia fora do local é a que salva em incêndio, roubo e enchente. É também a que mais gente pula.
Sincronizar não é fazer backup
Google Drive, OneDrive e Dropbox sincronizam: o que acontece num lugar acontece no outro. Se você apagar um arquivo por engano ou um vírus de resgate criptografar tudo, a bagunça é replicada na nuvem em segundos.
Esses serviços têm histórico de versões e lixeira por alguns dias, o que ajuda. Mas backup de verdade é cópia separada, que não muda quando o original muda.
O teste que quase ninguém faz
Restaure um arquivo do seu backup hoje. Muita gente descobre que a rotina estava desligada há meses justamente no dia em que precisou dela.
Um plano simples que funciona
Para arquivos pessoais
- Ative o backup automático do celular para fotos, em serviço de nuvem.
- No computador, use a ferramenta nativa do sistema com um HD externo.
- Uma vez por mês, conecte o HD, deixe rodar e desconecte. Disco desconectado não é atingido por vírus de resgate.
Para um site
- Use um plugin ou o backup da hospedagem, com banco de dados diário e arquivos semanal.
- Mande as cópias para um destino remoto, fora do próprio servidor.
- Guarde pelo menos duas versões, para poder voltar antes de um problema que você demorou a perceber.
- Teste a restauração uma vez.
Quanto tempo guardar
Para a maioria das pessoas, de 30 a 90 dias resolve. O risco não é só perder o arquivo hoje: é descobrir daqui a três semanas que ele foi corrompido e já ter só cópias ruins.
O que costuma ficar de fora
- E-mails, quando ficam só no servidor.
- Mensagens de aplicativos.
- Senhas e códigos de verificação em duas etapas, que merecem um backup próprio.
- Arquivos em pastas fora do que a rotina cobre.
- Configurações e licenças de programas.
A sincronização replica tudo, inclusive exclusões e arquivos corrompidos. O backup guarda uma cópia separada, que não muda quando o original muda, e por isso permite voltar no tempo.
Sozinha, não. Serve como a cópia fora do local, mas ainda é bom ter uma cópia local. O inverso também vale: só HD externo não protege contra roubo ou incêndio.
Pela quantidade de trabalho que você aceita perder. Se perder um dia dói, faça diário. Para sites com publicação frequente, banco de dados diário e arquivos semanal cobre bem.
Restaure um arquivo qualquer num local diferente e abra. Para sites, restaure em ambiente de teste. Backup nunca testado não conta como backup.
Veja também checklist de segurança do WordPress.



