O Google anunciou em 15 de outubro um conjunto de mudanças no AI Mode e nas visões gerais criadas por IA. O tema é sempre o mesmo: dar mais destaque aos links que levam para fora da busca. Para quem publica conteúdo, é a primeira sinalização concreta de que o clique continua no jogo.
O que mudou
O anúncio, assinado por Hema Budaraju, vice-presidente de produto do Google, lista cinco frentes:
- Links dentro do texto subiram de posição. O Google diz ter registrado aumentos contínuos e substanciais na quantidade de links em suas experiências com IA, e agora passa a exibi-los mais acima nas respostas, com mais frequência.
- Sites oficiais em destaque. A empresa está testando uma seção no topo da resposta que aponta um ou dois sites oficiais para a tarefa que a pessoa quer resolver, explicando por que cada link é útil.
- Carrosséis de notícias. Os blocos com matérias recentes estão chegando a mais países e idiomas, e dão destaque às Fontes preferidas escolhidas pelo usuário.
- Artigos relacionados com miniatura. Os links no fim de algumas respostas passaram a mostrar imagem e um desenho mais clicável.
- Nome de quem produziu. Em resultados de vídeo no AI Mode, o nome do criador ou do veículo virou link para o perfil dele na busca. O Google diz que começou a testar isso na mesma semana.
O único número divulgado é sobre as Fontes preferidas, o recurso que permite priorizar veículos específicos nos resultados: o uso cresceu mais de 7 vezes desde o início do ano.
O que isso significa na prática
Vale separar o que é fato do que é leitura nossa. O Google não divulgou dados de tráfego para publishers, nem prometeu mais cliques. O que ele mostrou foi a intenção de deixar os links mais visíveis. Daí saem três consequências prováveis:
- Ser citado passa a valer tanto quanto posicionar. Se o link aparece mais acima na resposta, a disputa deixa de ser só pela primeira posição azul e passa a ser por virar a fonte que a IA escolhe mostrar.
- Marca importa mais. Com nome de veículo clicável e Fontes preferidas em alta, quem o leitor já conhece leva vantagem. Isso empurra o investimento para reconhecimento, não só para palavra-chave.
- Notícia ganha vitrine. O carrossel de matérias recentes é um espaço novo, e ele premia quem publica rápido sobre o que está acontecendo.
O que fazer esta semana
Confira se suas páginas principais deixam claro quem é o autor e quando foram atualizadas, e peça para o seu público marcar seu site como Fonte preferida. São dois ajustes baratos que conversam direto com o que o Google acabou de priorizar.
O que ainda não sabemos
O Google não informou em quais países as novidades já estão no ar, nem se o Brasil está entre os primeiros. Também não há dado público sobre quanto desses links viram clique de verdade. Vamos acompanhar e atualizar esta matéria quando houver números.
Se você quer entender a base do assunto, veja nosso guia de SEO e buscadores e a seção de inteligência artificial.
Perguntas frequentes
É o modo de busca em que o Google responde com um texto gerado por IA em vez de apenas listar links. As respostas trazem links para as fontes, e o Google vem ampliando o destaque desses links.
Ainda não há dado público conclusivo. O Google afirma estar aumentando a presença de links nas respostas, mas não divulgou números de cliques para publishers.
É um recurso que permite ao usuário priorizar veículos específicos nos resultados de notícias. Segundo o Google, o uso cresceu mais de 7 vezes desde o início de 2026.
Não existe um botão para isso. O caminho é o de sempre, com mais peso para clareza, autoria explícita, dados verificáveis e conteúdo que responda bem à pergunta.
Fontes
- More ways to connect with the web from Search — Blog do Google, 15 de outubro de 2026.



